Um raio benigno na cárie
Quem tem medo de dentista sabe muito bem. A dor parece que começa na sala de espera. É só ouvir o barulho do motorzinho. Bem, essa aflição vai acabar. A Odontologia está se armando até os dentes para aliviar o sofrimento dos pacientes — inclusive o psicológico. O laser, como substituto da broca de alta rotação, é o principal instrumento desse arsenal.
As cáries menores já podem ser tratadas sem anestesia com o laser de érbio — um raio que usa as propriedades concentradoras do elemento químico érbio para penetrar no dente profundamente (veja o infográfico). Ele atravessa a estrutura, desintegra as moléculas da cárie e limpa tudo para a restauração — ou obturação.
Só que ainda vai demorar uns dez anos para o laser se popularizar mesmo. O raio também pode ser usado em cirurgias e obturações de resina, mas não nas metálicas, que usam limalha de prata e mercúrio, indicadas para as cáries profundas nos dentes de trás. Aí, a broca continua indispensável.
"Dependendo da profundidade da lesão, 70% do tratamento pode ser feito sem anestesia", diz o diretor do grupo de laser da Associação Paulista dos Cirurgiões-Dentistas, Aldo Brugnera Júnior. "Ao contrário do motor, o laser tem ruído baixo, não vibra e dá segurança total de descontaminação."
O problema é que o equipamento custa 110 000 reais, 100 vezes mais que o motorzinho comum. Por isso, não chega a vinte o número de consultórios que contam com um deles. O preço do tratamento também sai um tanto salgado — o bastante para fazer o paciente se perguntar se realmente compensa trocar uma dor por outra. A do dente pela do bolso.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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